Neste final de semana, o pulsar inovador de Santos se intensifica com a terceira edição do Festival GOMO de Criatividade, o evento gratuito mais relevante da região voltado para criatividade e inovação.
O festival, que ocorre no Juicyhub, reúne durante dois dias empreendedores, artistas, makers, designers e pensadores para um intercâmbio autêntico de ideias. A iniciativa prioriza acessibilidade e networking verdadeiro, sem custos para os participantes.
GOMO é uma abreviação para Grandes Oportunidades para Mudar o Óbvio, refletindo um propósito que vai além de um nome atrativo. O festival foi idealizado em Santos com a missão clara de democratizar o acesso ao conhecimento dentro do ecossistema criativo. A gratuidade do evento é uma crença fundamental: aprender e buscar inspiração não deve ser algo restrito àqueles que podem pagar.
O GOMO ocorre no mês dedicado ao Dia Mundial da Criatividade e Inovação (WCID), data estabelecida pela canadense Marci Segal em 2001 e reconhecida pela ONU desde 2017. Com uma programação rica e diversificada, o festival se consolida como um importante espaço para troca de experiências, aprendizado e fortalecimento da rede criativa local.
Ludmilla Rossi, CEO do JuicyHub, deu início ao festival com uma revelação pessoal. Ao invés de conduzir as atividades como habitual, passou essa responsabilidade para a mestre de cerimônias Ju Bordallo.
Embora não estivesse no palco como costumava, Ludmilla fez questão de estar presente e celebrar o terceiro aniversário do GOMO. De acordo com suas palavras, esta edição é a maior já promovida pelo JuicyHub, mencionando fatores como a força da equipe envolvida, a excelência dos convidados e a rede de apoio estabelecida em torno do projeto.
A seguir, ela agradeceu calorosamente à sua equipe pelo trabalho árduo necessário para concretizar o evento.
“Quero compartilhar um pouco sobre as atividades programadas. Teremos feira, lançamento de dois livros, espaço destinado às crianças, um JuicyCafé e muitas outras atrações”, declarou.
Ela também expressou gratidão aos patrocinadores, com especial menção ao Ministério do Empreendedorismo.
“Este é um grande presente para Santos. Um patrocínio federal que torna tudo isso viável.”
Ludmilla enfatizou ainda o suporte da Adobe e reconheceu a importância dos demais parceiros que foram essenciais na realização do festival.
Em seguida, convidou André Falchi, diretor do Departamento de Inovação e Economia Criativa de Santos.
Falchi reforçou a relevância da pauta na cidade.
“O prefeito Rogério Santos é um grande defensor da economia criativa. Desde 2015 temos o selo da UNESCO e estamos trabalhando para expandir essa iniciativa. Muito disso também é fruto do trabalho da Ludmilla”, afirmou.
Logo após, Brenno, sócio da SB7, subiu ao palco para discutir a visão da empresa sobre criatividade.
“Na SB7 discutimos bastante sobre criatividade, sempre buscando entender onde ela se encaixa nos negócios. No início abordávamos isso de maneira técnica. Com o tempo percebemos que era algo muito mais abrangente e estratégico para nossos clientes.”
Na sequência, Ludmilla apresentou Amanda Silva, analista de marketing da Adobe.
“É sempre impressionante ver essa comunidade criativa reunida em um sábado pela manhã. Para a Adobe estar aqui significa muito porque celebramos a criatividade coletiva”, destacou.
A presença também incluiu alguns creators da Adobe que reforçaram essa conexão com os participantes do evento.
<pDepois disso, Liz Soares subiu ao palco para representar a São Judas Unimonte.
“É uma enorme satisfação representar a São Judas em um evento tão significativo. Nosso projeto transcende as salas de aula; agradeço ao Juicy por essa parceria que leva inovação e criatividade aos nossos estudantes e à cidade”, afirmou.
Ela ainda comentou sobre o papel crucial da criatividade no desenvolvimento urbano.
“A criatividade será determinante para o futuro das cidades; quando unimos academia às pessoas e ideias criativas geramos uma força propulsora essencial para dar continuidade aos projetos.”
A próxima intervenção foi feita por Daniel Papa Garcia, secretário do Ministério do Empreendedorismo, que destacou a relevância dessa iniciativa.
“A responsabilidade aqui é imensa; parabéns pelo impacto representado pelo JuicyHub. Em resumo: nosso ministério nasceu para impulsionar um setor que já representa cerca de 30% do PIB.”
Ele também delineou as ações realizadas pelo ministério. Evidenciou como o cenário pós-pandemia acelerou o empreendedorismo no Brasil e demandou políticas públicas mais robustas para apoiar aqueles que optaram por empreender neste novo contexto.
Reforçou ainda a importância das iniciativas que conectam criatividade ao negócio e ao território local.
Com isso tudo aquecendo os ânimos do público presente e preparando o palco adequadamente, teve início oficialmente o GOMO 2026.
Destaques do primeiro dia do Festival GOMO de Criatividade
Explorando humor na criação de conteúdo nas redes sociais – qual seu impacto nos negócios?
Vitor diCastro subiu ao palco trazendo humor e sinceridade enquanto compartilhava sua trajetória marcada por persistência e adaptações às demandas do mercado. Para quebrar o gelo logo no início ele disse: “Estou aqui em missão pacífica”. Em seguida se apresentou ironicamente: “Tenho 36 anos; meu primeiro papel foi como Jesus aos seis meses”.
A leveza na apresentação abriu espaço para narrar escolhas significativas em sua vida profissional.
“Desde pequeno eu gostava disso; era aquele garoto chamado para participar das coisas”, lembrou ele antes de acrescentar: “Fiz aulas de teatro e após terminar o ensino médio decidi me dedicar integralmente ao teatro.”
A escolha levou-o a São Paulo com poucos recursos mas muita determinação. “Cheguei com uma mala cheia de sonhos”, contou ele.
Durante esse período enfrentou dificuldades financeiras mas manteve seu foco inabalável.
Quando completou sua formação acadêmica teve uma dura realidade pela frente:
“Sempre pensei que ter um diploma abriria portas; mas ao entrar no mercado vi que as oportunidades nem sempre estavam disponíveis”.
<pFoi nesse cenário desafiador que começou sua jornada na produção digital em 2014.
Após perder seu pai decidiu investir seus poucos recursos restantes.
“Usei R$ 1.000 deixados como herança para comprar equipamentos”, recordou Vitor.
No período inicial desta nova fase digital ainda havia resistência à gravação.
“A cultura ainda não estava consolidada; fui entendendo esse novo caminho até decidir me dedicar seriamente”.
A transformação aconteceu quando resolveu abordar astrologia sob uma nova perspectiva:
“Já havia muito conteúdo astrológico disponível mas era excessivamente sério; decidi trazer humor”.
<pAssim surgiu seu projeto viral.
Em uma jogada ousada lançou 24 vídeos simultaneamente: “Lancei os vídeos fazendo votos”, contou ele.
O retorno foi surpreendente:
“Uma semana após o lançamento um dos vídeos atingiu 8 milhões de visualizações.”
No entanto essa estratégia trouxe novos desafios.
“Percebi que estava sem conteúdo novo; então questionava: ‘E agora?’” p > blockquote >
A resposta veio diretamente dos espectadores:
“Foi assim que percebi: os consumidores sabem bem o que desejam consumir” em > p > blockquote >
Assim ele continuou produzindo conteúdos enquanto mantinha outro emprego formal até a pandemia alterar completamente sua trajetória:
“Peguei meus 40 melhores vídeos e publiquei durante os 40 dias de quarentena” em > p > blockquote >
Essa estratégia visava oferecer entretenimento durante os dias difíceis.
Logo aumentou seu ritmo: “Comecei a produzir três vídeos diariamente”.
O resultado foi imediato: “Foi quando minha vida mudou radicalmente”.Com esse crescimento surgiu também a necessidade profissionalização: “Deixei minha identidade pessoal pra trás; tornei-me uma marca”, afirmou Vitor.
Estruturou sua equipe fechando contratos enquanto transformava seu conteúdo em negócio.Durante sua palestra ele enfatizou uma mudança fundamental no mundo digital:
“O TikTok proporcionou algo inédito: demonstrou que pessoas anônimas poderiam viralizar” em > p > blockquote >
Vitor argumenta que isso alterou radicalmente as regras:
“Atualmente quem deseja construir uma marca deve impactar nas redes sociais” em > p > blockquote >
Nesse cenário as fronteiras entre criadores e empreendedores praticamente desapareceram:
“Antes existiam apenas criadores ou pessoas comuns; hoje se você empreende precisa também criar conteúdo” em > p > blockquote >
Ele detalhou essa nova exigência:
“É fundamental dominar técnicas como iluminação , cores , produtos ; saber fazer trends ; utilizar ring light ; possuir celular adequado ; microfone ” em > p > blockquote >
Simultaneamente criticou abertamente as injustiças desse sistema:
“Não considero isso justo” em > p > blockquote >
E completou sem rodeios: “O capitalismo não é justo”. strong >
Vitor finalizou refletindo sobre a presença das redes sociais nas marcas:
“Uma marca pode sobreviver sem redes sociais?” em > p > blockquote >
Em seguida desafiou diretamente os ouvintes:
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b r /“De fato existe alguma marca sem presença nas redes sociais?”
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