Identificação Biométrica nas Urnas: Descubra o Mecanismo por Trás do Processo Eleitoral

No cotidiano dos brasileiros, as impressões digitais têm se tornado uma ferramenta comum para desbloquear smartphones, acessar contas bancárias e validar identidades em diversos serviços. No contexto eleitoral, a biometria tem se consolidado como um importante recurso de segurança, permitindo que a Justiça Eleitoral autentique rapidamente a identidade do eleitor antes de liberar o acesso à urna eletrônica.

Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que 88% dos mais de 158,7 milhões de cidadãos habilitados a votar já possuem cadastro biométrico. A expectativa é que essa tecnologia torne o processo eleitoral mais seguro, minimizando as possibilidades de fraudes ligadas à identificação dos eleitores.

A advogada Bárbara Ermilia Brito de Sousa Costa, que leciona Direito na Faculdade Pitágoras, destaca a relevância da biometria como ferramenta de autenticação, enfatizando que ela não interfere na escolha do voto. “A biometria tem como função garantir que o eleitor presente na seção é realmente o titular do cadastro. Em nenhum momento ela registra ou revela a escolha feita na urna, assegurando assim o sigilo do voto”, esclarece.

Confira abaixo informações detalhadas sobre o uso da biometria durante as eleições.

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1. Como ocorre a identificação biométrica?

Ao chegar à seção eleitoral, o eleitor deve apresentar um documento oficial e, caso tenha feito o cadastro biométrico, será instruído a colocar um dedo no leitor de impressões digitais. Após confirmar sua identidade, a urna é desbloqueada para que possa votar normalmente.

É possível que a leitura da impressão digital não seja bem-sucedida na primeira tentativa. Isso pode ocorrer devido a fatores como dedos muito secos, úmidos ou danificados por atividades profissionais. Nesses casos, são feitas tentativas adicionais e, se necessário, os procedimentos alternativos da Justiça Eleitoral são utilizados para verificar a identidade do eleitor.

2. Eleitores sem cadastro biométrico podem votar?

Sim. A ausência do cadastro biométrico não impede que um eleitor exerça seu direito ao voto, desde que sua situação eleitoral esteja regularizada. “O eleitor será identificado utilizando os meios estabelecidos pela Justiça Eleitoral, assegurando sua participação no pleito”, explica a advogada.

3. A biometria substitui documentos de identificação?

Não. É fundamental apresentar um documento oficial com foto no dia da votação, mesmo com o cadastro biométrico em vigor. A identificação documental continua sendo parte do processo nas seções eleitorais. Bárbara Ermilia Brito de Sousa Costa também ressalta que a identificação biométrica e o registro do voto são etapas distintas e não têm relação entre si em termos de ligação entre o eleitor e suas escolhas.

4. Quais informações são coletadas durante o cadastro biométrico?

No momento do alistamento eleitoral ou ao solicitar transferência de título e atualização cadastral junto à Justiça Eleitoral, os dados biométricos dos cidadãos são registrados. Esse processo inclui captura fotográfica seguindo padrões internacionais de identificação, coleta das impressões digitais dos dez dedos (exceto em casos de impedimentos físicos) e assinatura digitalizada. Essas informações tornam-se parte do registro nacional da Justiça Eleitoral.

5. Ainda é possível cadastrar minha biometria?

Não. O prazo para realização do cadastro da biometria eleitoral, bem como para atualizações cadastrais e transferências de título, foi encerrado em 6 de maio para permitir à Justiça Eleitoral organizar as eleições adequadamente.

Dicas para facilitar o atendimento no dia da votação

A advogada sugere algumas recomendações para evitar problemas e otimizar o atendimento no dia da votação:

  • Verifique sua situação eleitoral com antecedência;
  • Traga um documento oficial com foto;
  • Mantenha seus dedos limpos e secos durante a identificação biométrica;
  • Siga as instruções dos mesários caso seja necessário repetir a leitura das impressões digitais;
  • Caso tenha dúvidas, consulte apenas os canais oficiais da Justiça Eleitoral e evite cair em fake news.

No pleito de 2026, os eleitores deverão realizar seis escolhas na urna eletrônica em uma ordem específica: primeiro para deputado federal, depois deputado estadual (ou distrital), seguido por duas opções para senador (1ª e 2ª escolhas), além das votações para governador e presidente da República com seus respectivos vices.

Por Camila Souza Crepaldi

A postagem sobre Biometria nas eleições: compreenda como funciona a identificação biométrica foi publicada inicialmente no Catraca Livre.

By Santos Diário

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