Planejando uma Visita à Praia Grande? Dicas Essenciais para sua Chegada

A Praia Grande se consolidou como uma das preferidas dos paulistas. Durante a temporada de verão, milhões de turistas lotam a cidade, e os feriados prolongados transformam a orla em uma extensão da capital, perfumada com o aroma de protetor solar. O feriado de 21 de abril já deu indícios do movimento: estradas congestionadas, praias repletas e aquela energia contagiante típica dos que descem a serra com malas cheias de expectativas.

Essa popularidade não é por acaso: segundo dados do Ministério do Turismo, Praia Grande é o quarto destino turístico mais visitado do Brasil durante o verão, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. No estado paulista, ela ocupa a segunda posição, atraindo aproximadamente 5 milhões de visitantes a cada nova temporada.

Foto: Prefeitura de Praia Grande

Com novos feriados se aproximando, espera-se mais uma onda de turistas prontos para “relaxar”. Entretanto, antes de se deixar levar pela atmosfera praiana, é importante conhecer algumas regras básicas de convivência. Afinal, a praia possui uma cultura própria e os moradores locais apreciam quando os visitantes se esforçam para respeitá-la.

Evite ser o turista da sunga no mercado

Na Baixada Santista, existe um estereótipo facilmente reconhecível: sunga e chinelo nos ambientes mais inusitados. Seja no mercado, na farmácia ou no shopping, é comum ver essa figura com um sorvete na mão e a certeza de estar adequado para qualquer situação.

Foto: Reprodução

Não se torne essa pessoa.

Ainda que Praia Grande seja uma cidade litorânea, os residentes costumam se vestir como qualquer cidadão urbano. Uma camiseta e um short ou vestido são suficientes para estar à vontade. Os moradores agradecem por isso.

Caminhar pela calçada não é o mesmo que andar de bicicleta

Esse aspecto merece atenção especial. As calçadas são destinadas aos pedestres. Eles não possuem retrovisores e não vão “mudar de direção” porque você buzinou. Estar onde devem estar não é um erro.

Bicicletas, patinetes elétricos e motos têm seus próprios espaços para circulação. Praia Grande oferece ciclovias precisamente para esse fim. Usá-las é essencial não apenas como obrigação, mas também em respeito à segurança dos frequentadores da orla, incluindo crianças, idosos e pessoas com dificuldades de mobilidade.

A caixa de som pode transformar seu feriado em incômodo

O desejo de relaxar na areia ouvindo sua playlist favorita pode ter um custo alto no litoral paulista — podendo chegar a R$ 10 mil.

Isso mesmo! Seu aparelho bluetooth pode sair mais caro do que toda a hospedagem, pedágio e churrasco juntos.

No município de Praia Grande, a fiscalização é efetuada pela Guarda Civil Municipal, e as multas chegam a R$ 629,94 com apreensão imediata do equipamento sonoro.

A proibição está embasada em motivos válidos: aves marinhas e fauna local em áreas preservadas são afetadas por ruídos excessivos. Além disso, as famílias ao seu lado na areia que levaram crianças para desfrutar do momento provavelmente não compartilham do seu gosto musical no volume máximo.

Caso presencie alguém desrespeitando essa norma, você pode denunciar pelo telefone 153 da GCM ou através do aplicativo oficial da prefeitura.

Crianças sob sua responsabilidade

Uma praia cheia geralmente significa crianças animadas brincando por toda parte. E essas crianças podem desaparecer rapidamente em meio à multidão. É comum ver alguém desesperadamente chamando pelo nome da criança enquanto outros tentam ajudar. Essa cena já foi vivida por muitos frequentadores da praia.

A responsabilidade pela segurança dos pequenos deve ser redobrada; isso não é exagero. Especialmente nas proximidades do mar, onde as correntes podem ser traiçoeiras independentemente do tamanho da criança ou disposição para aventura.

E falando sobre correnteza: se você ou alguém próximo for arrastado pela água, lembre-se: nunca lute contra a corrente! Mova-se lateralmente à costa e mantenha a calma enquanto sinaliza por ajuda. Sempre entre no mar em áreas vigiadas por salva-vidas e evite entrar sozinho em locais desconhecidos.

Lixo deve ser levado embora

Este tópico é sério e merece respeito.

No Réveillon de 2025, Praia Grande coletou impressionantes 638 toneladas de lixo ao longo dos 22,5 quilômetros da orla. Com 650 trabalhadores mobilizados durante nove horas seguidas para devolver a cidade ao normal após as festividades. Foram disponibilizadas 450 caçambas com capacidade para mil litros cada e mais de 1.500 lixeiras ao longo do calçadão — mesmo assim o resultado foi alarmante.

A cidade respondeu por mais de 70% das 900 toneladas recolhidas em toda a Baixada Santista durante aquela virada.

O problema vai além da aparência; parte desse lixo acaba no oceano onde tartarugas e aves confundem plásticos com alimento. Os microplásticos já estão presentes na cadeia alimentar marinha. Se esses resíduos fossem corretamente reciclados poderiam gerar entre R$ 900 mil e R$ 1,8 milhão para cooperativas locais.

A lixeira está disponível; o ato é simples.

No mar quem manda é o mar

Por último — mas não menos importante — lembre-se que o Oceano Atlântico não tem obrigações com ninguém.

Antes de entrar na água, atente-se às bandeiras sinalizadoras. Evite nadar sozinho especialmente em locais desconhecidos. Álcool e mar não combinam; apesar da tentação após um bom churrasco! E as crianças devem sempre ser supervisionadas nas proximidades da água.

Praia Grande promete ser um destino incrível neste feriado de 1º de maio. Com sua orla encantadora e estrutura adequada somados à hospitalidade dos moradores locais. No entanto, essa hospitalidade tem limites quando os visitantes esquecem o senso comum nas estradas rumo à praia — afinal a cidade será “emprestada” por alguns dias mas os impactos serão duradouros.

Cuidar deste espaço como se fosse seu é fundamental; afinal ele realmente faz parte do nosso patrimônio coletivo.

By Santos Diário

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