Sucata ganha vida como personagens interativos na Praia Grande

O artista Edy Prata, originário de Angra dos Reis e residente em Praia Grande há mais de sete anos, encontrou uma maneira única de unir robótica artesanal, cultura pop e narrativa. Utilizando sucata como base, ele cria personagens que não apenas impressionam pelo visual, mas também possuem histórias intrigantes.

Essa abordagem inovadora se insere no contexto da Baixada Santista, onde a criatividade e o reaproveitamento de materiais estão em alta. O trabalho de Prata é um exemplo de como talentos locais podem florescer através das redes sociais e da utilização de recursos acessíveis.

Da infância ao universo da robótica artesanal

Edy Prata cresceu em um ambiente sem televisão e com poucos recursos, o que o levou a desenvolver uma rica imaginação como forma de entretenimento. Durante sua infância, ele dava vida a arames, latas e barro, criando aviões, tanques e robôs improvisados. Essa criatividade surgiu da necessidade de se distrair.

“Cresci em uma família muito humilde. Não havia televisão nem muitas opções de diversão, então acabei inventando minhas próprias brincadeiras”, recorda.

A paixão pela criação se destacou nas aulas de artes e ciências e evoluiu para uma carreira profissional como soldador. Com isso, ele começou a implementar técnicas industriais nas suas obras, fazendo com que a brincadeira se transformasse em profissão.

Atualmente, Prata utiliza a sucata como matéria-prima para suas esculturas dinâmicas e detalhadas. Seus personagens são dotados de voz e interagem entre si, tornando-se parte de narrativas envolventes. A proposta vai além da arte estática; é uma experiência interativa.

Cultura pop, nostalgia e narrativa

A fusão entre robótica e cultura pop é uma característica marcante do seu trabalho. Entre suas criações estão tanto referências famosas quanto personagens originais. Um dos destaques recentes é Hunter, um caçador animatrônico desenvolvido a partir das interações com seus seguidores.

“O Hunter tem diálogos e responde perguntas; o porteiro faz charadas enquanto o Puxa Penas anda puxando meu carrinho de pipoca”, detalha Prata sobre como suas criações ganham vida.

Essa forma de contar histórias se intensificou no TikTok, onde vídeos curtos retratam batalhas e diálogos entre os robôs. Como resultado, sua popularidade cresceu rapidamente, atingindo centenas de milhares de seguidores em um curto período.

Além disso, Edy vem ampliando sua presença no Instagram, onde compartilha os bastidores do seu trabalho e novas criações enquanto interage com seu público.

 

@edy_prata1

HUNTER ATIVADO: Cabeça Sincronizada ao Núcleo Central — Sistema Óptico NeuroTermal IR-Ω calibrado para Caça no Escuro Absoluto. Noce, sua assinatura térmica já foi rastreada. Hashtags: #Hunter #EdyPrata #Animatrônicos #Citra #CaçadaNoEscuro ENGLISH (Estados Unidos) TITLE: HUNTER ONLINE: Cranial Core Fully Synced — IR-Ω NeuroThermal Vision System Calibrated for Absolute Darkness Hunt. Noce, your heat signature has been locked. ESPAÑOL (América Latina) TÍTULO: HUNTER ACTIVADO: Cabeza Sincronizada al Núcleo Central — Sistema Óptico NeuroTérmico IR-Ω calibrado para Caza en Oscuridad Absoluta. Noce, tu firma térmica ha sido detectada. РУССКИЙ (Rússia) ЗАГОЛОВОК: HUNTER АКТИВИРОВАН: Краниальный модуль синхронизирован с центральным ядром — нейротермальная система IR-Ω откалибрована для охоты в абсолютной темноте. Noce, твоя тепловая сигнатура обнаружена.

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Sucata que se transforma em negócio

Um aspecto notável do trabalho de Edy é a utilização exclusiva de materiais recicláveis. Ele cria todas as peças a partir de itens reaproveitados, conferindo um valor sustentável à sua produção artística. Assim, ele converte lixo em arte comercializável. Ele destaca que a criatividade começa pelo olhar atento aos objetos comuns.

“Eu vejo um objeto qualquer e consigo imaginar como parte de um robô — seja uma perna ou um braço”, explica.

As referências nostálgicas presentes em suas criações ajudam a estabelecer uma conexão emocional com o público. Dessa forma, a nostalgia se torna uma ferramenta eficaz para engajar as pessoas e incrementar o valor percebido das obras.

Essa combinação entre arte sustentável e entretenimento ilustra como a economia criativa pode prosperar na região. Pequenos empreendedores têm encontrado nas redes sociais uma plataforma valiosa para expor seu trabalho sem depender de grandes estruturas comerciais.

Criatividade que inspira na Baixada Santista

Casos como o de Edy Prata evidenciam uma verdade essencial: o talento não depende necessariamente de recursos abundantes. Muitas vezes surge da necessidade aliada à curiosidade.

Além disso, usar narrativas nas redes sociais mostra que compartilhar histórias pode ser tão relevante quanto criar produtos físicos. O público acompanha não apenas os robôs criados por ele, mas também toda a trajetória que os envolve.

Por fim, quantas ideias inovadoras estão adormecidas em oficinas ou quintais na Baixada Santista aguardando apenas uma oportunidade para ganhar vida?

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By Santos Diário

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