Colaboração entre empresa da Baixada Santista e ONG transforma a vida de mais de 200 animais abandonados

Doruk estava confuso sobre o que havia ocorrido em sua vida. Ele sabia apenas que aquela calçada, exposta ao frio e à intensa chuva, se tornou seu único abrigo após a morte de seu tutor e a decisão da família de expulsá-lo de casa. Durante dias, ele permaneceu ali, esperando por alguém que não retornaria.

Cães mais velhos geralmente são os menos procurados nas adoções, pois a idade muitas vezes é vista como um fator negativo, mesmo que sua maior qualidade seja a fidelidade. No entanto, a trajetória de Doruk tomou um rumo diferente graças a uma colaboração entre o Cemitério Metropolitano e o Portal Santista de Adoção. Essa parceria converte recursos privados em oportunidades para animais carentes.

Origem da parceria

A iniciativa teve início na Vila Margarida, onde o Cemitério Metropolitano já promovia um projeto voltado ao controle populacional de cães e gatos. Por outro lado, o Portal Santista de Adoção já atuava na mesma área há algum tempo, prestando assistência a protetores independentes que resgatam animais sem nenhum suporte financeiro.

Tatiana Nascimento, representante do Portal Santista de Adoção, afirma que essa aproximação surgiu de uma necessidade real.

“Percebemos a possibilidade de unir forças”, revela ela.

Inicialmente, a colaboração consistia apenas em castrações financiadas pelo cemitério, realizadas na Clínica Bita Vet com anestesia inalatória. Contudo, à medida que as duas organizações foram se conhecendo melhor, o projeto se expandiu. Atualmente, abrange patrocínio ao evento Portal Pet Yoga, apoio à iniciativa “Apadrinhe um Pet com Lar Temporário”, divulgação de animais nos canais do cemitério e kits da coleção Metropolitano + Caramellon Pet, utilizados em eventos e entregues às famílias adotantes.

Espaço dedicado aos felinos

Dentro do Cemitério Metropolitano há um espaço exclusivo para gatos chamado Cantinho da Adoção. A maioria dos felinos é trazida por protetores independentes e avaliada diretamente pela equipe do cemitério. Isso ajuda a evitar superlotação e garante que cada animal receba alimentação adequada, cuidados veterinários e tempo para socialização antes da adoção.

Os resultados são expressivos. Desde o início da parceria, foram registrados 150 cães e gatos adotados em 2025 e mais 60 em 2026, considerando tanto o espaço quanto os eventos realizados. Além dos felinos do Cantinho da Adoção, também houve adoções de cães devido ao suporte oferecido pelo cemitério.

Como funciona a adoção

O processo inicia-se com uma conversa via Instagram, WhatsApp ou pelo site. Em seguida, o interessado participa de uma entrevista para que a equipe compreenda o perfil familiar. Não há cobrança de taxa para adoção; no entanto, é exigido que o animal saia identificado com plaquinha inclusa. Em casos mais sensíveis envolvendo animais com necessidades especiais ou vulnerabilidades, pode ser realizada uma visita ao novo lar ou solicitado o envio de fotos e vídeos do ambiente.

“Nosso objetivo é encontrar não apenas um lar temporário, mas garantir um ambiente seguro e definitivo para os animais”, explica Tatiana.

Assim sendo, o acompanhamento não se encerra na entrega do pet. Existe um grupo dedicado à pós-adoção com voluntários especializados em comportamento animal que oferece orientações sobre adaptação e socialização dos pets recém-adotados. Esse cuidado reflete nos números: em 2026, foram feitas 60 adoções pelo Portal e apenas três animais retornaram para os cuidados originais – uma taxa consideravelmente baixa comparada a outros projetos similares.

A jornada de Doruk até Pagodinho

A visibilidade necessária para Doruk surgiu durante uma edição do evento Portal Pet Yoga patrocinado pelo Cemitério Metropolitano. Nesse evento, o cão transformou-se na imagem da campanha. Após ser resgatado e castrado em um lar temporário adequado, ele chegou ao dia da adoção completamente diferente daquele animal solitário que passava noites na calçada fria.

Atualmente conhecido como Pagodinho, sua nova rotina é muito distante daquela espera sem fim diante de uma casa onde não era mais desejado.

Práticas reais de responsabilidade social

A parceria abrange diversas ações como castrações, acolhimento temporário de animais resgatados e fotografia para catalogação dos pets disponíveis para adoção. Essa combinação representa um exemplo concreto de responsabilidade social descrito por Tatiana: no aspecto ambiental, promove-se um controle ético da população animal que reduz taxas de abandono e seus efeitos na saúde pública; no âmbito social, fortalece-se o voluntariado e assegura-se acesso à guarda responsável; na governança, o Cemitério Metropolitano mantém transparência nas relações com organizações civis e monitora resultados mensuráveis ao longo do tempo.

Trata-se de uma estrutura contínua que vem funcionando anualmente e já proporcionou novos lares a mais de 200 animais desde 2025.

O convite agora se estende a outras empresas locais: investir na causa animal também representa investir na comunidade. É possível começar com iniciativas pequenas. Quem sabe a próxima história semelhante à do Pagodinho está aguardando por ajuda em uma calçada próxima a você?

Serviço
Cemitério Metropolitano — R. Lima Machado, 563, Parque Bitaru, São Vicente
Cantinho da Adoção e parcerias com o Portal Santista de Adoção podem ser contatados através das redes sociais ou pelo site do Cemitério Metropolitano
Para acompanhar campanhas e verificar animais disponíveis para adoção no Portal Santista de Adoção siga suas redes sociais

Este conteúdo é um publieditorial realizado em colaboração com o Cemitério Metropolitano.

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By Santos Diário

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