The Whale: o novo museu do Ártico que se assemelha a uma baleia prestes a emergir das águas

Localizada na costa de Andenes, a cerca de 300 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, uma impressionante estrutura curva está emergindo entre as rochas e o Mar da Noruega. Trata-se de The Whale, um centro dedicado à vida marinha e às baleias, concebido pelo escritório dinamarquês Dorte Mandrup. Com uma área aproximada de 3.750 m², o edifício se integra ao ambiente ao seu redor e, dependendo da perspectiva, assemelha-se ao dorso de uma baleia saindo da água.

Qual a razão para a construção do museu neste local específico do Ártico?

Andenes é situada na extremidade norte da ilha de Andøya, próxima ao Bleiksdjupa, um cânion submarino profundo que contribui para a chegada de nutrientes e vida marinha à costa. Essa configuração geográfica proporciona a oportunidade de observar diversas espécies de cetáceos nas águas locais, transformando o pequeno povoado em um dos principais destinos noruegueses para a observação de baleias.

O centro busca explorar essa intersecção entre localização estratégica, pesquisa científica e vida marinha. Ao invés de ser apenas um espaço expositivo fechado, o projeto foi idealizado para garantir que o oceano esteja sempre visível.

  • A edificação está situada na costa de Andenes, na ilha de Andøya;
  • A região localiza-se cerca de 300 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico;
  • Bleiksdjupa traz águas profundas para perto da costa;
  • A área é famosa pela observação de várias espécies de baleias;
  • O antigo farol de Andenes está próximo da nova construção.

Como uma cobertura em concreto se integra à paisagem?

A característica mais impressionante do The Whale é sua cobertura parabólica que se eleva suavemente a partir do solo e se aproxima das rochas. Os arquitetos optaram por criar uma forma orgânica que não representa uma baleia literalmente, mas sim uma forma que pode ser interpretada como uma colina, uma onda ou um grande ser marinho.

(function(w,q){w[q]=w[q]||[];w[q].push([“_mgc.load”])})(window,”_mgq”);

Veja abaixo um vídeo que apresenta o The Whale:

O que se esconde sob essa vasta superfície curva?

A construção combina aço e concreto para cobrir grandes distâncias internas com poucos suportes. Isso possibilita criar amplos espaços expositivos quase sem pilares, enquanto extensas superfícies envidraçadas oferecem vistas deslumbrantes do mar e das montanhas circundantes.

Dos cerca de 3.750 m² do complexo, aproximadamente 1.800 m² serão destinados às exposições. O restante será dividido entre áreas administrativas, serviços e espaços voltados aos visitantes.

  • Salas dedicadas às baleias e ao ecossistema marinho;
  • Espaços voltados à ciência, arte e experiências audiovisuais;
  • Café com vistas panorâmicas para a costa;
  • Lojas e áreas administrativas;
  • Grandes janelas panorâmicas com vista para o oceano;
  • Percursos externos que integram a construção ao terreno.

Por que os visitantes poderão caminhar sobre o museu?

A cobertura curva foi projetada não apenas como um teto tradicional. A superfície será composta por pedras e vegetação locais, permitindo que os visitantes subam até pontos mais altos para apreciar a vista do oceano. A arquitetura transforma assim o topo do edifício em uma extensão do espaço público e em um mirante voltado para o Mar da Noruega.

  • O teto será acessível aos visitantes;
  • A inclinação foi planejada para permitir um percurso sobre a edificação;
  • Piedras e vegetação ajudam na integração com o ambiente natural;
  • A cobertura proporciona novas perspectivas do oceano e das ilhas adjacentes;
  • A forma discreta evita competir visualmente com a paisagem costeira.

The Whale está em construção e será inaugurado em 2027

A iniciativa para criar este projeto começou em 2014, ganhando forma após um concurso internacional vencido pelo escritório Dorte Mandrup em 2019. Atualmente em fase de construção, a inauguração oficial está marcada para 3 de junho de 2027, com abertura ao público no dia seguinte. As exposições estão sendo desenvolvidas com foco na evolução, comportamento, comunicação e habitats das baleias, além da relação histórica entre humanos e esses mamíferos marinhos.

No entanto, a imagem mais impressionante poderá estar no exterior. Em vez de erigir um grande volume vertical na costa ártica, os arquitetos optaram por fazer com que o museu parecesse emergir naturalmente do solo. À distância, a cobertura baixa e curva parece mudar conforme o observador se aproxima: pode lembrar uma formação rochosa ou até mesmo uma onda congelada ou o dorso majestoso de uma baleia prestes a mergulhar novamente no mar.

A postagem “Parece uma baleia prestes a saltar para o mar, mas são 3.000 m² de concreto: assim é The Whale, o novo museu do Ártico” foi apresentada pela primeira vez em Catraca Livre.

By Santos Diário

Deixe um comentário

Veja Também